Arquivo do mês: junho 2009

A História das Coisas

Já se perguntou de onde vem todas as coisas que compramos, e pra onde elas vão?

Vamos refletir…

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Abaixo-assinado Contra Salários Abusivos de Políticos

Recentemente eu fiz um post a respeito da questão dos impostos aqui no Brasil, e o que o Governo faz com nosso dinheiro.

Ficar indignado, todos ficam. Mas balançar a cabeça e falar palavrões é pouco. Devemos agir de alguma forma. Mas como?

Um abaixo-assinado que está correndo na internet, faz com que possamos expressar nosso descontentamento com esta cambada de políticos ladrões e corruptos e assim, nosso poder de democracia pode ser colocado em prática. Ele é de autoria de Roger Moreira, integrante da banda Ultraje a Rigor, que canta “A Gente Somos Inútil”.

Não seja inútil, fique indignado com o texto abaixo e participe:

À Nação Internauta Brasileira

O governador e candidato a presidente José Serra nos deu uma oportunidade inédita e acredito que devamos aproveitá-la: ele agora tem um perfil no Twitter (@joseserra_) e lê pessoalmente tudo que lhe escrevem. É a primeira (e talvez única) vez que um candidato a presidente torna-se acessível de maneira direta aos seus eleitores.

Nós, internautas brasileiros, somos uma minoria do eleitorado, mas somos formadores de opinião. Em toda eleição, os candidatos costumam prometer saúde, transporte, moradia, emprego e educação. Não tem como errar, é o que todos querem. Mostram exemplos do que foi feito como a endossar suas promessas. Pouco importa se não dizem como vão conseguir isso. No final das contas, qualquer problema resume-se a uma única coisa: dinheiro. Bem, duas coisas, dinheiro e a administração desse dinheiro. E nós temos dinheiro.

Uma coisa ninguém promete e é disso que quero falar. Caso concordem comigo (e acredito que todos concordarão) peço que endossem esse abaixo-assinado e não desperdicem essa chance.

Não há nada mais humilhante e vexatório que saber que a burocracia que emperra nosso país permite que políticos, juristas, empresários e muitos outros ligados ao poder desviem nosso dinheiro para seus bolsos. Todos nós trabalhamos honestamente e gastamos de 3 a 4 meses de nosso salário com impostos. Temos que pagar por nossa condução, alimentação, viagens, empregados e tudo mais. É revoltante que políticos (principalmente) ganhem salários muito maiores do que a média da população e ainda tenham verbas para transporte, representação, viagens e o resto. Ou seja, um salário limpo mais suas despesas sobejamente cobertas. Como se não bastasse, são praticamente inatingíveis quando cometem qualquer tipo de crime. Imunidades de todo tipo, CPIs que não dão em nada, amigos no poder, etc. Além disso, não há nada que possamos fazer para mudar a situação, já que eles mesmos ditam as regras e fazem as leis, que sempre os favorecem. Só nos resta votar, de forma obrigatória. Nem anular o voto faz qualquer diferença. Aproveitando a oportunidade de ser ouvido, sugiro que iniciemos um movimento no sentido de mudar esta situação.

Governador José Serra, os abaixo-assinados queremos que inclua em sua plataforma planos de reduzir os salários destes que são (embora ninguém lembre) nossos empregados e cortar totalmente os privilégios que o resto de nós não tem. Talvez até diminuir o número de vereadores, deputados e senadores. Queremos também uma simplificação e informatização da burocracia nacional de forma a evitar desvios de dinheiro e mostrar com mais clareza os destinos de nosso dinheiro. Queremos, em suma, ser um povo civilizado e honesto, ciente de que nosso dinheiro servirá para melhorar nossa vida e nosso país e não para sustentar canalhas que deveriam estar na cadeia ou boas-vidas que não fazem nada.

Eu fiz a minha parte, assinei e estou divulgando.

Não seja inútil. Faça a sua parte.

Assine aqui: Abaixo-assinado Contra Salários Abusivos de Políticos



Prós e Contras da Fusão Sadia-Perdigão

A formação de megacorporações é ou não benéfica ao consumidor e ao mercado?

Esta é uma questão controversa. É uma discussão que permite saber como a sociedade reage a processos que não tem um controle completo.

É meus amigos, muito prazer, sou a globalização.

É meus amigos, muito prazer, sou a globalização.

Aqui no Brasil, já vivenciamos a criação da AmBev, a fusão de Kolynos e Colgate, Nestlé e Garoto e em maio de 2009 a fusão entre Perdigão e Sadia, resultando na Brasil Foods. Podemos analisar esta questão por diversos ângulos:

Do ângulo da empresa, muitas destas antes em crise e a beira da falência, a fusão passa a ser a melhor alternativa de sobrevivência num ambiente concorrencial. Estas se fortalecem, melhoram sua rentabilidade e se tornam mais competitivas para brigar com as corporações internacionais (a internacionalização é demonstrada no nome Brasil Foods, escolhido para designar a fusão entre Perdigão-Sadia). Existe a possibilidade de se diminuírem os custos com publicidade, distribuição e logística. Além de um maior investimento em pesquisa, maiores inovações, modernização, tornando o ramo de atuação da empresa mais dinâmico. Porém estes gastos com desenvolvimento do produto, muitas vezes não chegam ao consumidor, não impactando no preço final (os preços ao invés de caírem, podem até aumentar). Com isto, o faturamento destas megacorporações pode dobrar depois de alguns anos, como ocorreu com a fusão de Nestlé-Garoto. Com este aumento de preços, a participação no mercado que no início da fusão era quase que um monopólio, ao longo dos anos tende a diminuir consideravelmente (o consumidor não é totalmente burro), um exemplo é Kolynos-Colgate, que perdeu 14% do mercado em 8 anos.

Do ângulo do governo, e ai incluí-se a questão da economia do país, o número de empregos oferecidos por estas megacorporações além de se manter pode também aumentar, mais que dobrar em alguns casos, como da fusão entre Brahma-Antártica. É excelente para o país, pois este trabalhador estará recebendo salário e consumindo em diversos setores, movimentando a economia como um todo. Com a internacionalização da empresa, existe inclusive a abertura do mercado de trabalho para o brasileiro em outros países. Esta mesma internacionalização faz com que além do nome da empresa, o nome do Brasil seja levado ao exterior. Passamos a ser o país do futebol, do samba e de empresas lucrativas e competitivas. Com a fusão de empresas nacionais, afastamos o risco do capital estrangeiro adentrar em nosso país, ocasionando evasão de divisas. A arrecadação de impostos também aumenta, chegando a quadruplicar como ocorreu com a fusão entre Nestlé-Garoto e Brahma-Antártica. Estes impostos como todos nós sabemos, são revertidos para o nosso bem estar bem estar dos políticos.

Tem que rir pra não chorar.

Tem que rir pra não chorar.

Do ângulo do consumidor, a realidade é outra. Estas fusões significam a união de antigos rivais. É uma empresa a menos no mercado, diminuindo nossa liberdade de escolha. Este aumento de domínio do mercado, trás efeitos negativos para os consumidores e para os concorrentes menores. Antes, duas grandes empresas brigavam para oferecer o melhor produto, com o preço mais baixo para você. Mas agora estas empresas se uniram. Não existe mais a guerra para atrair consumidores, roubar consumidores da concorrência. O preço pode inclusive aumentar, já que não existirá mais a concorrente para forçar a queda nos preços muitas vezes abusivos. Sem contar a pressão realizada por estas megacorporações a fornecedores e ao seu Zé da mercearia, para evitar o aumento da concorrência.

 

aol-time-warnerAbro aqui um parêntese, pois existe também o outro lado da moeda, as fusões que não vingaram. Um exemplo que não deu certo foi a fusão das gigantes Time Warner e AOL em 2001, considerado um dos maiores da história, envolvendo US$ 124 bilhões. Recentemente, o negócio acabou sendo desfeito, pois nunca consumou a expectativa sobre sua viabilidade. É uma ironia, mas o que muitas megacorporações conseguiriam/melhoraram com a fusão, estas passarão a buscar a partir de agora seguindo com suas próprias pernas, separadas. O desmembramento vai oferecer às duas empresas uma maior flexibilidade estratégica e operacional.

Pois bem. Avaliando estes três ângulos (empresa, governo e consumidor), percebe-se que os maiores interessados e privilegiados são as próprias empresas e o governo. Para nós consumidores, resta esperar o julgamento dos órgãos que analisam estes casos de concorrência e abuso de poder econômico e nos representam. Um deles é o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que deve fazer um trabalho técnico e resistente a pressões políticas, já que é natural, na economia da concorrência e dos mercados, que haja interesses políticos por trás destas fusões.

A resposta para a pergunta inicial está longe de merecer um consenso de empresas, economistas e órgãos de defesa do consumidor. O que se espera com a fusão e o surgimento destas megacorporações, como Brahma-Antártica, Kolynos-Colgate e mais recentemente Sadia-Perdigão é a modernização destas empresas brasileiras, tornando-as mais competitivas no mercado externo, o aumento na arrecadação de impostos, a manutenção dos postos de trabalho, a diversidade e principalmente a qualidade de produtos, aliada a eficiência dos serviços prestados. Mas para nós consumidores, isso de nada adianta, se os preços praticados por estas megacorporações não sejam acessíveis e justos.

 

Fontes: The Economist, Kolynos Brasil, Nestlé, AmBev, ACNielsen.

 

Músicas ouvidas durante o postThe Divine Comedy – Something For The Weekend; Becoming More Like Alfie; Middle Class Heroes; In & Out of Paris & London; Charge; Songs of Love; Frog Princess; A Woman of The World; Through a Long & Sleepless Night; Casanova; The Dogs and Horses; Timestretched; Bad Ambassador; Perfect Love Song; Note to Self; Lost Property; Eye of The Needle; Love What You Do; Dumb It Down; Mastermind; Regeneration; The Beauty Regime; There is a Light That Never Goes Out (The Smiths cover).  (Destaque para todas).


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