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100 Maneiras Para Ser Mais Criativo No Trabalho

  1. Pergunte às pessoas mais criativas no trabalho sobre suas idéias.
  2. Faça brainstormings diários com colegas de trabalho.
  3. Grave suas idéias em seu trajeto para o trabalho.
  4. Apresente seu desafio para uma criança.
  5. Leve sua equipe para fora do local de trabalho por um dia.
  6. Ouça a sua musa interior.
  7. Ouça música no seu local de trabalho.
  8. Enquanto caminha/pratica exercícios diários, pratique também o brainstorming.
  9. Peça a alguém para colaborar em seu projeto favorito.
  10. Se exercite durante sua pausa para o almoço.
  11. Ligue o rádio em horários aleatórios, fique atento as “mensagens”.
  12. Convide seus clientes para sessões de brainstorming.
  13. Pense em três outras maneiras de definir seu desafio.
  14. Lembre-se de seus sonhos.
  15. Recompense a si mesmo atingindo os pequenos sucessos.
  16. Introduzir algumas mudanças em sua rotina diária.
  17. Saia do escritório com mais regularidade.
  18. Tenha algo para se distrair no escritório quando estiver aborrecido.
  19. Tire mais cochilos.
  20. Peça ajuda. Seja humilde.
  21. Quando possível, leve o trabalho para Cafés.
  22. Transforme suas hipóteses em perguntas: “Como eu posso…?”
  23. Anote suas idéias. Todas elas.
  24. Redesenhe seu escritório. Mesmo que mentalmente.
  25. Tire um tempo para você mesmo para poder sonhar mais.
  26. Nestas pausas, faça brainstorming.
  27. Mude os trajetos que costuma percorrer.
  28. Chegue mais cedo que todos no trabalho.
  29. Seja otimista.
  30. Leia livros que não tem relação com seu trabalho, mas fazem você abrir a mente.
  31. Tenha tempo em sua agenda para o Ócio Criativo.
  32. Aprenda outro idioma.
  33. Mantenha um livro de anotações em sua mesa.
  34. Decore seu local de trabalho com citações inspiradoras.
  35. Crie um título do futuro e a história por trás dele.
  36. Escolha “ser mais criativo”.
  37. Lembre-se de um momento em sua vida quando você foi muito criativo.
  38. Visite mais livrarias, sebos…
  39. Confie mais em seus instintos.
  40. Mergulhe em seu projeto mais emocionante.
  41. Abra uma revista e associe uma palavra ou imagem a algo fora dela.
  42. Anote suas idéias logo pela manhã ao acordar.
  43. Pergunte-se: A solução mais simples é?
  44. Obtenha logo os feedbacks das pessoas que confia.
  45. Experimente mais. Ouse mais.
  46. Pergunte a si mesmo: O que o mercado quer ou precisa?
  47. Pergunte a si mesmo: O que pode acontecer de pior se eu falhar?
  48. Cresça junto com a sua idéia.
  49. Trabalhe duro onde é mais necessário.
  50. Vá dormir com as suas idéias.
  51. Teste os limites, várias e várias vezes.
  52. Reserve um tempo para passar com as pessoas mais espertas do seu trabalho.
  53. Visite seus clientes com mais frequência.
  54. Aproveite o que seus concorrentes tem de melhor.
  55. Busque inspiração em pessoas que fogem do senso comum.
  56. Seja curioso.
  57. Crie regras básicas com a sua equipe, favorecendo novas idéias.
  58. Faça a si mesmo perguntas estúpidas. Impossíveis.
  59. Crie desafios pessoais em tudo o que você faz.
  60. Dê a si mesmo um prazo. Cumpra-o.
  61. Procure três alternativas para cada solução que se origina.
  62. Anote suas idéias e releia regularmente.
  63. Faça conexões entre coisas aparentemente desconectadas.
  64. Use técnicas de pensamento criativo. Crie as suas técnicas.
  65. Jogue sudoku.
  66. Use metáforas para descrever suas idéias.
  67. Divirta-se mais. Seja mais estúpido que o habitual.
  68. Pergunte-se: Como eu posso realizar o meu objetivo na metade do tempo?
  69. Quando estiver preso a um problema, faça uma pausa.
  70. Pense como o seu maior herói poderia resolver este desafio.
  71. Procure um ou dois dias na semana não ler e-mails em determinado horário.
  72. Pergunte a três pessoas como elas melhorariam a sua idéia.
  73. Crie uma parede com imagens inspiradoras.
  74. Faça mais coisas que lhe ajudem a ser mais criativos fora do trabalho.
  75. Rir mais. Se preocupar menos.
  76. Lembre-se de seus sonhos. Anote-os.
  77. Jogue Xadrez.
  78. Procure eliminar as burocracias desnecessárias.
  79. Crie uma visão convincente do que você quer realizar.
  80. Tenha contato constante com os projetos mais “quentes”.
  81. Faça o que for necessário para criar um senso de urgência.
  82. Frequente mais teatros, cinemas. Veja boas peças, bons filmes.
  83. Meditar ou fazer exercícios de relaxamento.
  84. Tenha um animal de estimação.
  85. Saia para almoçar com sua equipe de trabalho e quando possível um happy hour.
  86. Conheça pessoas novas.
  87. Peça perdão mais do que pede permissão.
  88. Convide um facilitador externo para conduzir uma sessão de brainstorming.
  89. Pratique esportes de aventura, com adrenalina.
  90. Aprenda pelo menos uma coisa diferente todos os dias.
  91. Saiba que é possível fazer a diferença.
  92. Encontre um mentor.
  93. Reconheça todos os seus sucessos no final de cada dia.
  94. Criar um “cofrinho idéias” e fazer depósitos diários.
  95. Faça reuniões mais curtas e vá preparado para elas serem mais produtivas.
  96. Leia livros sobre criatividade.
  97. Não ouvir / assistir o noticiário por 24 horas. Você tem que absorver informação, mas também tem que criar.
  98. Faça desenhos de suas idéias.
  99. Conheça novas culturas.
  100. Divida suas idéias em partes. Dê um passo de cada vez.
  101. Postar esta lista em um local visível para ler diariamente.

Adaptado de: Blogging Innovation

Músicas ouvidas durante o post: The RaveonettesAttack of the Ghost Riders; Veronica Fever; Do You Believe Her; Chains; Cops On Our Tail; My Tornado; Beat City; Evil La Girls; Let´s Rave On; Noise Summer; Chain Gang Of Love; That Great Love Song; Wanna Dance; Remember; Dirty Eyes; Heartbreak Stroll; Little Animals; Untamed Girls; The Truth About Johnny; New York Was Great. (Destaque para todas).

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A História das Coisas

Já se perguntou de onde vem todas as coisas que compramos, e pra onde elas vão?

Vamos refletir…


So Far So Good…

Esta é uma boa dica para quem gosta de assuntos polêmicos, e também para puxar papo com o gerente no churrasco da empresa. Não é nada relacionado a elogiar a nova estagiária, reclamar do cafezinho que está sempre frio, muito menos pedir uma promoção ou aumento de salário. Trata-se de um livro escrito por Joel Bakan chamado The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power, que em 2003 foi transformado em um documentário canadense, examinando a natureza, a evolução, os efeitos e possíveis qualidades das modernas corporações.

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Segundo o autor, as corporações inicialmente eram apenas associações de pessoas, encarregadas pelo Estado para executar alguma função específica. Se existisse a necessidade da construção de uma ponte, por exemplo, o grupo responsável por construir pontes era escalado, e assim por diante. O número de corporações era bastante reduzido nesta época (século XVI), além do mais, estas possuíam em seus estatutos sua principal função, o tempo que deveriam permanecer operando, quanto de dinheiro gastar, ou seja, era uma forma de servir apenas ao interesse público, nada além disso. Mas aqueles tempos eram outros…

O jogo começou a mudar com a necessidade de aumentar a produtividade e a enorme demanda por ferrovias, infra-estrutura e indústria pesada, surgidas com a guerra civil americana e a revolução industrial. Como houve a necessidade do surgimento de novas corporações subsidiadas pelo Governo Federal, estas, muito bem representadas pelos seus respectivos advogados, lutaram por uma maior autonomia, um maior poder.

Ao final da guerra civil americana, a 14ª emenda da constituição dos EUA foi aprovada. Nela estava escrito que nenhum Estado poderia tirar a vida, a liberdade, ou a propriedade sem estar amparada a um processo legal. Dando assim, direitos iguais às pessoas negras e protegendo os escravos recém liberados. Ocorreu que, as corporações se aproveitando desta brecha na lei, foram até os tribunais e exigiram os mesmos direitos, por se tratarem também de uma pessoa. Uma pessoa jurídica. Começava ai, na metade do século XIX, a mudança no papel das corporações, que passaram de insignificantes, para onipresentes como a igreja, a monarquia e o partido comunista foram em outros tempos.

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Conhece algum destes?

Atualmente, as corporações são instituições predominantes, exercendo grande poder e influência em nossas vidas, causando ao mesmo tempo enormes danos. São criações artificiais, que possuem o objetivo final de maximizar o lucro de seus acionistas e não mais servir ao interesse público. Surgem alguns questionamentos: Mas que tipo de pessoa é uma corporação? Possuem consciência moral? Preocupam-se com a sociedade? Levam em consideração os danos ao meio ambiente? A extração da matéria prima é feita de maneira sustentável? E quanto as externalidades? E quanto as pessoas que são exploradas nos países pobres? Somos manipulados para consumir determinados produtos?

As corporações hoje são capazes de tudo para se manter, aparecer e se destacar nesta eterna competição capitalista. Existe o caso interessante de um banco que patrocinou os estudos de dois universitários. Mataram dois coelhos com uma cajadada só como diriam, pois o assunto foi notícia nas principais mídias principalmente televisivas, sendo ao mesmo tempo uma “grande sacada” de marketing e promovendo o lado de preocupação social da empresa. Mas será que este banco quer ser realmente responsável, ou apenas quer ser identificado como responsável? hehehe, boa idéia eihm? Já pesquisou qual o custo de um comercial de 3 minutos no horário nobre da Globo? Eu não sei, mas deve ser bem mais oneroso que quatro anos de um curso universitário.

Muitos já ouviram falar do caso do leite adulterado no Estado da Flórida (EUA). Devido ao uso de um hormônio bovino de crescimento (Prosilac), que era aplicado nas vacas e absorvido pela carne, causando implicações na saúde humana, desenvolvendo inclusive câncer em algumas pessoas. Esse mesmo leite que era consumido pelas crianças nas escolas, era produzido pela centenária empresa Monsanto, que tem em seu lema “Food, Health, Hope”, ou em bom português “Alimento, Saúde, Esperança” (Saúde?). Eles manipularam profissionais de diferentes áreas, deturparam resultados de testes, para que seu produto fosse considerado bom, seguro e continuasse sendo comercializado. E no Brasil, que é um dos maiores exportadores de carne de frango, será que utilizam hormônio para um crescimento mais rápido destes animais? 

O cara deve ser anão.

O cara deve ser anão.

Outros assuntos também são tratados como o uso indiscriminado da água, a privatização de todo e qualquer tipo de empresa, corporações de pesquisa que querem patentear a vida humana…

O Governo que anteriormente tinha o poder sobre as corporações, perdeu o controle sobre elas. Mesmo sendo boas ou não, confiáveis ou não, prejudiciais ou não.  Hoje os papéis se inverteram, as grandes empresas se tornaram globais, os CEO´s ganharam poderes sem igual, e assim o capitalismo impera. Onde isto vai parar? A responsabilidade está no mercado e seus acionistas? Podemos dissolver estas companhias?

O Governo é o representante do povo, já as corporações visam somente o lucro, não se preocupam com as pessoas. Se todo e qualquer recurso e serviço for parar nas mãos das corporações, como fica o povo? Se não gostamos de determinado produto, se não gostamos do que a empresa faz, não consumimos, simples assim. Esta é a maneira de ver o poder da população. Nós como população, ao invés de somente criticar o Governo devemos participar mais das decisões. Você já recebeu o convite de alguma corporação, já foi consultado quando esta quer tomar uma decisão? Eu não.

O brasileiro ainda é bastante acomodado quando o assunto é protestar. Vejo isto ocorrer quando aumenta a passagem de ônibus (assunto recente aqui em Curitiba), ou morte por atropelamento, morte disso, morte daquilo. Greve por aumento salarial. OK, muito bem, são questões de resultado imediato (curto prazo). Agora assuntos que a princípio não lhes dizem respeito, em que os resultados só serão vistos e sentidos por nossos netos daqui a uns anos (longo prazo), são noticiados pela mídia, um faz um documentário aqui, outro escreve um livro ali, e fica por isso mesmo. Falta um maior comprometimento e uma capacidade de reflexão e indignação do povo quanto ao poder das corporações.  

SO FAR SO GOOD!*

*As coisas vão indo, porém logo vão haver problemas…

 

 

Músicas ouvidas durante o postOasis – Live Forever; Rock N Roll Star; Rocking Chair; I´m Outta Time; Falling Down; Supersonic; Acquiesce; Who Feels Love?; Champagne Supernova; Little James; Slide Away; Wonderwall; My Big Mouth; I Hope, I Think, I Know; The Girl in The Dirty Shirt; Don´t Go Away; It’s Gettin’ Better (Man!!); Bring It On Down (en vivo en la argentina); Morning Glory (en vivo en la argentina); The Masterplan; Songbird; Mucky Fingers; Whatever; The Shock of the Lightning; Love Like a Bomb; Guess God Thinks I’m Abel; Keep The Dream Alive; Fuckin’ in the Bushes (Live); Go Let It Out (Live); Roll with It (Live); (Probably) All In The Mind; Some Might Say (Live); Cum On Feel The Noize (live); Talk Tonight; Round Are Way; Cast No Shadow; Thank You For The Good Times; The Fame; Heroes; Alive; Gas Panic!; Where Did It All Go Wrong?; Sunday Morning Call; Underneath The Sky; Listen Up.  (Destaque para todas).


And The Oscar Goes to…

Ontem foi a entrega do Oscar aos melhores filmes de 2008. Eu acho estas cerimônias de premiação um tanto quanto duvidosas. O lobby antes da escolha dos vencedores é muito grande e algumas produções recebem críticas injustas. Destes que estavam concorrendo vi “Seven Pounds”, “Milk”, “The Curious Case of Benjamin Button”, “The Reader” e “Slumdog Millionaire”, este último grande vencedor da noite, inclusíve como melhor filme. O Brasil com “Última Parada 174” ficou de fora da disputa. Confesso que não vi o filme, somente o documentário. Como eu, penso que o povo já cansou de ver confronto entre polícia e bandidos sendo retratados no cinema. E criatividade é o que não falta aos nossos diretores.

Este não aguentava mais ver confronto entre polícia e ladrão

Este não aguentava mais ver confronto entre polícia e ladrão no cinema

O premiado “Slumdog Millionaire” mostra como cena logo nos primeiros minutos uma perseguição muito parecida com “Cidade de Deus”. Em entrevista a folha de SP, o diretor disse que era mera coincidência, mesmo tendo assistido ao filme brasileiro 4 vezes segundo ele próprio. Quando li a resenha, ou via o trailler de “Slumdog…”, não sentia a mínima vontade em ver o drama. Uma história de um cara que participa de um programa de perguntas e respostas, tentando ser milionário. E dai? Mas a trama se mostrou fechada, com todos os acontecimentos interligados, o que faz o filme ter um começo, meio e fim. O que já não ocorre com “The Reader”, que tem o auge em sua metade, mas no final deixa muito a desejar. Fica de interessante e como ensinamento a questão da vergonha (retratada na personagem que não sabia ler/escrever) em assumir nossas dificuldades, limites, o que pode nos tirar oportunidades na vida. E a superação, nunca é tarde para aprender algo. Já “The Curious Case of Benjamin Button” é muito bem feito. Uma pessoa que nasce velha e com o tempo vai ficando jovem é surreal. Relacionamento entre pessoas com muita diferença de idade dá certo? Os efeitos especiais são impressionantes. As 3 horas de filme passaram voando.

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Filmes também são usados para passar questionamentos a respeito de assuntos polêmicos, como foi o caso de “Milk”, sobre um político que luta pelos direitos dos homossexuais (dirigido por Gus Van Sant de “Paranoid Park” e “Elephant”). No Brasil a pessoa que faz a dublagem de Sean Penn (que faz o papel principal como Harvey Milk) se recusou a usar a voz neste filme, por se tratar de um gay. Já “Seven Pounds” (passadas bem mais de 1 hora de filme e eu não tava entendendo nada), trata dentre outras coisas, da doação de orgãos. Vi até questionarem se a personagem havia sido covarde em tirar a própria vida, devido a um erro que cometeu no passado. Ele foi um mártir, ou um covarde?

Filme é um momento de relaxar. Alguns te surpreendem, alguns te ensinam, alguns te decepcionam. Mas este deve ser sempre bem escolhido, pois as 2 horas que ele toma da sua vida não voltam mais. 

 

Músicas ouvidas durante o post: The Fratellis – Henrietta; Flathead; Country Boys & City Girls; Whistle for The Choir; Chelsea Dagger; For The Girl; Creepin Up The Backstairs; Vince The Lovable Stoner; Everbody Knows You Cried Last Night; Baby Fratelli; Ole Black´n´Blue Eye; My Friend John; A Heady Tale; Shameless; Look Out Sunshine!; Stragglers Moon; Mistress Mabel; Jesus Stole My Baby; Babydoll; Tell Me a Lie; Acid Jazz Singer; Lupe Brown; Milk and Money (Destaque para todas).


Pirataria Contemporânea

Os piratas da atualidade não tem uma perna de pau, não usam espadas e também não buscam saquear navios com baus de ouro. Seu ramo de atuação está mais moderno. Os piratas contemporâneos agora trabalham na distribuição barata ou gratuíta de filmes, músicas e livros. Estes piratas “batem de frente” com os grandes da indústria do entretenimento, utilizando a informática e a internet como arma.

Só escolher...

Só escolher...

A pirataria fez com que a indústria da música fosse reinventada. Hoje, dificilmente bandas vão ganhar os discos de ouro que eram entregues nos programas de auditório, pois o disco físico não vende como antigamente. Aliás este “antigamente é questão de alguns poucos anos atrás”. Lembro que quando comprava um CD, mesmo que não gostasse de todas as faixas contidas nele, passava a aprender a gostar de tanto ouvir. Era um prazer enorme ter o contato com o encarte, com as fotos, as letras. Hoje a música está mais descartável. É como simpatizar com uma pessoa logo no primeiro contato. Ou você gosta, ou vai pra lixeira.

A questão dos direitos autorais é bastante delicada. Com o avanço da tecnologia, hoje todos possuem câmeras digitais, ipods, pen drives. Transmitir informação através da internet está cada dia mais fácil. Com a globalização, temos acesso rápido a novidades e nunca estamos satisfeitos, queremos sempre mais e mais. Então, muitas coisas que são fotografadas, gravadas e armazenadas podem ser consideradas violação de direitos autorais. E quem se utiliza destas ferramentas são principalmente os mais jovens que tem uma outra visão sobre o mundo, que tem vontade de mudar, de ver e fazer acontecer tudo de uma forma diferente.

A pirataria que inicialmente foi vista (e ainda o é) como prejudicial, até mesmo por aqueles que se utilizam dela (atire uma pedra quem nunca viu, ouviu, ou leu algo pirata), veio para mudar as regras do mundo capitalista. Com ela as empresas são forçadas a se reinventar. Novas formas de distribuição e consumo de informação devem ser propostas, fazendo com que o consumidor final (todos nós) esteja mais satisfeito. Mesmo não gastando na compra de CD´s, a pessoa não deixa de gostar de música. O lucro para seu ídolo vem de outra forma, através de compra de camisetas e shows.

Oasis - Maine Road

Oasis - Maine Road

Um exemplo antigo relacionado a pirataria que pode ilustrar bem o que acontece na atualidade, foi a invenção do fonógrafo em 1877 por Thomas Edison. Enquanto trabalhava neste projeto, reproduzia em seu invento “Mary Tinha um Carneirinho”.  Os músicos que ganhavam dinheiro tocando ao vivo esta música, acusaram-no de violação de direitos autorais e imaginaram que com o fonógrafo, os músicos ficariam sem trabalho, acabando até mesmo com a música em si. É o que ocorre hoje com os downloads. Assim, foi inventado o sistema de pagamento de royalties. Thomas Edison inventou também o cinetógrafo (máquina de filmar), o cinetoscópio (caixa com imagens vistas em seu interior) e o vitascópio (projetor de filmes em tela). Edison, exigiu o pagamento de uma licença para quem quisesse utilizar seus inventos. Assim, alguns piratas cineastas da época, mudaram-se para continuar produzindo seus filmes, sem ter que pagar a licença. Através disto, os primeiros estúdios de Hollywood foram criados, como a FOX films.

Convenhamos, nada tira o prazer de ter um livro impresso em mãos, poder ler deitado numa rede, ou estar sentado na areia, hora lendo, hora observando o mar. Nada tira o prazer de estar numa sala de cinema, para ver aquele filme de ação numa tela gigante. Ou aquela comédia com 300 pessoas rindo com você. Sem contar sentar na última poltrona com a namorada, no escurinho do cinema…

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A empresa contemporânea, para ser competitiva precisa aprender a se reinventar. Pesquisar o mercado, entender o seu consumidor, antecipar tendências. A pirataria contemporânea é um caminho sem volta.

 

Músicas ouvidas durante o post: Nei Lisboa – Translucidação; Côte D’Azur; Bela; Confissão; Clichê; Mundos Seus;  Tropeço; A Verdade Não Me Ilude; The Importance Of Being Idle (Oasis cover); Muito. (Destaque para todas).  


Through the storms and the light, baby, you stood by my side.

Ouvindo a música “No I in Threesome” do Interpol, vieram a minha cabeça alguns acontecimentos desta última semana. Primeiro o engraçado filme que assisti chamado “As Loucuras de Dick e Jane”, com Jim Carrey interpretando um executivo que acaba de ser promovido na empresa em que trabalha. Como passaria a ganhar um salário mais elevado, sugere que sua esposa deixe o emprego, para passar mais tempo com o filho. Assim ela o faz. Mas acaba ocorrendo o inesperado. Dick passa a ser o vice-presidente de uma empresa falida. Com isto, a situação de conforto que o casal vivia, passou aos poucos, a ser de quase pobreza extrema.

Outra situação que foi bastante noticiada esta semana, foi a morte prematura da modelo brasileira de apenas 20 anos, que após ser levada ao hospital por problemas com bactérias, teve inicialmente suas mãos e pés amputados. Sua carreira como modelo até então de muito sucesso, foi interrompida por uma doença inesperada.

Nos dois casos, o destino pregou uma peça. Na obra cinematográfica, o marido possuia bens, um excelente cargo na empresa, mas perdeu tudo. Jane, mesmo na miséria, permaneceu ao lado de seu marido. Na obra da vida real, a modelo que era linda e saudável, ficou doente, sofreu perdas irreparáveis que seriam eternas se ela sobrevivesse. Seu namorado, teria o mesmo amor, o mesmo afeto, por uma mulher antes linda, e agora com deformidades físicas?

Parece besteira comparar uma comédia, com um drama. Um filme, com a realidade. Mas isto pode acontecer na vida de qualquer um. Qual seria então nossa atitude?

O título do post, que é parte da letra da canção do Interpol, vangloria exatamente isto, no caso do filme:

“Através das tempestades e da luz / Querida, você ficou ao meu lado / E a vida é vinho”

Já no caso da vida real, não sabemos o que seria do futuro do casal, mas continuando a letra da música:

“Mas há dias nesta vida / Quando você vê as marcas de dentes do tempo / Dois amantes se dividem”

É tudo muito fácil quando tudo está bem. Quando chegam as adversidades de surpresa, sabemos se a frase do padre vale realmente pra gente:

Na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença…

 

No I in Threesome do Interpol:

 

 

Músicas ouvidas durante o post: Interpol – Next Exit; Evil; Narc; Take You on a Cruise; Not Even Jail; Public Pervert; C’mere; A Time to Be So Small; Stella Was A Diver And She Was Always Down (Live); No I in Threesome; The Heinrich Maneuver; Rest My Chemistry; Who Do You Think?; The New (Destaque para todas).  


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