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Bilionários Brasileiros: Lírio Parisotto

Vou escrever uma série de posts sobre os bilionários brasileiros e suas histórias de sucesso.
Começando com Lírio Parisotto.

Comprar é coisa de pobre. Rico vende.

Quem disse que precisa ser economista para saber multiplicar seu dinheiro?
O médico Parisotto está ai para provar que, em se tratando de investimentos em ações, conhecimento sobre as empresas onde se vai investir o dinheiro conta mais que um canudo universitário.
Ele segue os mandamentos do guru e também bilionário Warren Buffet. Só investe em empresas sólidas e líderes em seus segmentos de mercado.
“Procuro investir em empresas que conheço, assim consigo acompanhar as perspectivas de mercado” diz. Parisotto trata sua carteira de ações como se fosse um time com 12 atletas. Neste conjunto de 12 empresas, também há espaço para os “azarões”, as promessas que podem ou não vingar. “Caso a empresa não apresente o resultado esperado num período determinado, substituo por outro jogador”.

Administrando desta forma, seu fundo L.Par da Geração Futuro se tornou o maior do País na categoria ações livre e por consequencia colocou Parisotto na vitrine como um dos principais investidores pessoa física da BM&FBovespa. Ele já acumula um patrimônio estimado em mais de R$ 2 Bilhões.

O que aprender com o Bilionário:

Tenha Objetivos – Ele nasceu pobre, mas sempre sonhou com prosperidade e riqueza. Foi agricultor aos 13 anos, seminarista, médico, empresário. Conquistou seu patrimônio com seus próprios esforços;

Tenha Persistência – Foram 3 tentativas no mercado de ações. Na primeira em 1971, investiu o equivalente ao valor de um Fusca, que era tudo o que tinha na época. Resultado, perdeu tudo. Na segunda, em 1986 quando as condições financeiras já eram mais favoráveis, comprou na “alta” e viu US$ 300 mil virarem pó. Somente na terceira tentativa, depois de buscar informações sobre as empresas, entendendo melhor do funcionamento do mercado de ações, passou a se basear em fundamentos para investir. Com uma carteira sólida, obteve rendimentos maiores que qualquer outro investimento. “Meu benchmark é o Índice Bovespa, e em 2007 ele cresceu 43%, enquanto que o meu fundo de ações cresceu 80%”, diz;

Leia. Busque informação – No jornal Gazeta Mercantil, Parisotto lia constantemente a coluna de Décio Bazin, que tratava de economia. Acabou comprando seu livro “Faça Fortuna com Ações, Antes que seja Tarde”. No livro, o autor mostra como operar com segurança e lucro na Bolsa de Valores. Teve a inspiração necessária para voltar a investir no mercado de ações;

Tenha um plano B – No caso de Parisotto, como a carreira de investidor não estava lhe trazendo bons frutos, este preferiu investir no ramo empresarial. Na década de 80 abriu uma loja de eletrodomésticos. Em 1988 surgia a Videolar, empresa que hoje é líder no mercado brasileiro de DVDs e Blue-ray;

Determine qual é o seu limite – Na terceira tentativa no mercado de ações, Parisotto investiu US$ 2 milhões e atingindo o dobro deste valor, sairia do mercado. Um ano depois já tinha dinheiro suficiente para comprar do sócio a outra metade da empresa Videolar;

Tenha Critérios –  “Compro ações para casar e não para ficar” diz Parisotto que utiliza o preço/lucro (P/L) como um dos critérios para comprar e possui a mesma carteira de ações a 12 anos. Segundo ele é preciso saber realmente quanto vale uma empresa antes de investir. “Hoje, tenho como critério de investimento os seguintes segmentos: energia elétrica, siderurgia, bancos e mineração. E somente 2% ou 3% de empresas exóticas”, afirma. Parisotto investe baseado em análise fundamentalista, ou seja, compra as ações baseado no estudo dos fundamentos da empresa, e não fazendo uso de análises técnicas;

Tenha controle – Controle o medo na queda, controle a ganância na alta. Em 2008, Parisotto viu seu fundo passar de R$ 1,3 Bilhões para cerca de R$ 700 milhões no auge da crise. Ele nadou contra a maré e ao invés de realizar o prejuízo vendendo as ações na baixa, manteve a frieza e passou a buscar pechinchas, já que os preços tinham despencado. Com o controle de um zen budista, conseguiu se recuperar num momento onde muitos se jogariam de prédios;

Outras dicas – Compre na baixa e venda na alta. Não invista em empresas que contratam muita consultoria. Segundo ele, “Não se deve investir em ações, mas sim em empresas”, ou seja, o balanço da companhia é mais importante do que o momento do mercado. Também deve ser analisado com cautela a evolução de produtos e atitude dos CEOs das empresas. Não invista em IPO. Tenha uma carteira enxuta, que você consiga acompanhar. Nunca compre ações de companhias aéreas e de comércio varejista, pois o seu mercado é bastante instável. Procure dar preferência a papeis de empresas que lucram e distribuem dividendos entre seus acionistas (estratégia conservadoras conhecida como income stocks/ações de renda). Jamais coloque na bolsa de valores o dinheiro do qual vai precisar, ou seja, aplique a longo prazo.

Lirio Parisotto é o Warren Buffet Brasileiro.

Para finalizar, assista uma entrevista e uma palestra de Lírio Parisotto na Expo Money 2010:

Clique no link para ver a palestra:

palestra-lirio-parisotto-expo-money-2010


O Homem Sem Dinheiro

Economista passa 18 meses vivendo sem dinheiro e diz que nunca foi tão feliz

Um economista britânico que passou os últimos 18 meses vivendo sem dinheiro está lançando um livro em junho contando a sua experiência (The Moneyless Man, ou O Homem Sem Dinheiro, em tradução livre) e diz que nunca foi tão feliz ou tão saudável.

Mark Boyle

Mark Boyle começou seu experimento em novembro de 2008, aos 29 anos, com o objetivo de chamar a atenção para o excesso de consumo e desperdício na sociedade ocidental.

Na ocasião, ele se mudou para um trailer que ganhou de graça no site de trocas britânico Freecycle e passou a trabalhar três dias por semana em uma fazenda local em troca de um lugar para estacionar o trailer e um pedaço de terra para plantio de subsistência.

Uma vida sem luxo

Dezoito meses depois ele afirma que não pensa em voltar a usar dinheiro e que, com o que ganhar com a venda do livro, pretende comprar um pedaço de terra para montar uma comunidade em que outras pessoas que queiram viver sem dinheiro, como ele, possam morar.

`Foi o ano mais feliz da minha vida`, disse Boyle, 12 meses depois de começar a experiência, `e não vejo nenhum motivo para voltar a um mundo orientado pelo dinheiro`.

`Foi libertador. Há desafios, mas não tenho o estresse de uma conta bancária, contas, engarrafamentos e longas horas em um trabalho do qual que não gosto.`

A parte mais difícil, conta ele, foi manter uma vida social sem dinheiro, mas ainda assim ele classifica o ano como tendo sido `fantástico`.

Boyle continua a viver no trailer em Timsbury, no sudoeste da Inglaterra, onde cozinha em um fogão de lata movido a lenha e colhe comida nas florestas, além de plantar alguns legumes para seu próprio consumo.

Ele também construiu um banheiro séptico – uma fossa – do lado de fora do trailer, onde um biombo de madeira garante sua privacidade.

Para garantir a eletricidade, Boyle usa painéis solares. Ele também usa um chuveiro solar – um saco de água coberto de preto, que esquenta sob o sol.

Boyle tem acesso à internet de banda larga em troca de serviços em uma fazenda próxima, e criou o site Just For The Love of It (`Só por amor`, em tradução livre), onde promove a troca de serviços e empréstimo de objetos e ferramentas entre seus membros, pela simples `bondade`.

Sua ideia é que as pessoas passem a confiar mais umas nas outras e comecem a se ajudar e trocar favores.

Ao começar a experiência, Boyle disse acreditar que `a falta de relação que temos do que consumimos é a primeira causa da cultura de desperdício que vivemos hoje`.

`Se tivéssemos que plantar nossa própria comida, não desperdiçaríamos um terço dela.`

Sua mensagem, diz ele, é: `consuma um pouco menos`.

`Não espero que ninguém vá ao extremo do que fiz neste ano, mas temos questões como o ponto sem retorno das mudanças climáticas chegando, e acredito que temos que levar essas coisas a sério.`

`Então, use menos recursos, use menos dinheiro e um pouco mais de comunidade. Essa, provavelmente, a mensagem que eu daria.

FONTE: BBC BRASIL


Uma Idéia Na Cabeça E Muito Dinheiro No Bolso

Mas não aconteceu do dia pra noite. Sorte? Persistência? A pessoa certa no lugar certo? É uma união de coisas que, junto a identificação de um nicho de mercado, fizeram com que uma idéia para resolver um assunto pessoal, se transformasse em uma empresa milionária.

Mapa do Tesouro da Internet

Mapa do Tesouro da Internet

O site Buscapé foi vendido aos Sul-Africanos do Naspers em um negócio que envolveu US$ 342 milhões. Só não direi que a empresa partiu do zero para este valor atual em apenas 10 anos, pois inicialmente os sócios economizavam R$ 100 por mês de seus salários de estágio, investindo numa ferramenta de internet para comparar preços de produtos vendidos nas lojas, tudo para adquirir uma impressora. Não tinham o intuito de ficar milionários, muito menos viajar pelo mundo de férias por alguns anos. Queriam apenas resolver um assunto pessoal, facilitar um processo de busca, quando se descobriu que ninguém havia pensado nisso até então.

No tempo das cavernas a propaganda era feita de boca a boca, talvez com o uso de fumaça. Com o rádio, a divulgação passou a ser mais difundida, e logo em seguida a TV fez com que o marketing criasse novos desejos de consumo. A grande questão sempre foi atingir um maior número de pessoas, seja qual fosse o segmento. A poucas décadas atrás surgiu uma ferramenta que cumpre bem esse papel, de forma praticamente instantânea. A internet. Com ela novas idéias apareceram, novas maneiras de facilitar nossas vidas, mundando hábitos, criando novos desejos, novas formas de divulgação. E quem identificou as necessidades antes, criando formas simples e eficientes para se atingir o público, quem entendeu como a internet deve se incluir no marketing e comunicação, se tornou milionário.

Romero Rodrigues Presidente do Buscapé

Romero Rodrigues Presidente do Buscapé

Mas de onde vem grande parte da receita do site? Ao fazer uma busca de preços no Buscapé, se o consumidor clica sobre determinado produto cadastrado, o lojista detentor deste paga pelo clique ao Buscapé, mesmo que a venda não seja concluída. O site hoje está em diversos países, captando e fazendo comparações de preços de diversas lojas virtuais, é um negócio milionário, e eu nunca cliquei no seu endereço eletrônico para pesquisar ou comprar o que quer que fosse. Confesso que a primeira vez foi essa semana, quando da divulgação de sua venda ao Naspers. Se é uma empresa de sucesso, alguém está clicando. Seja aqui no Brasil, seja na África.

Penso que da mesma forma que empresas de internet existem e fazem novos ricos pelo mundo, sem mesmo você ter participação ou conhecimento, muitas novas formas de enriquecer com a rede de computadores podem ser identificadas. Alguns dados divulgados pelo IBGE contribuem para acreditar nisto. No Brasil em cada 10 domicílios, 3 possuem PC, são 18 milhões de computadores para 191 milhões de brasileiros, e destes apenas 14 milhões estão conectados a internet. Ou seja, são 31,2% de domicílios brasileiros com computador, sendo que destes, somente 24% possuem acesso a internet. Outros dados interessantes mostram a grandeza do nosso país, sua concentração e desigualdades. Destes 14 milhões de PC´s no Brasil, 10 milhões estão localizados na região sudeste. O telefone, que é uma invenção de 1875, seja na forma residencial ou celular, ocupa pouco mais de 80% das casas brasileiras. Isto mostra o potencial de crescimento, identificação de novos nichos, de surgimento de novas idéias, que a internet nos reserva.

O Brasil é um país que não incentiva o surgimento de novas empresas. Não oferece condições para o desenvolvimento do empreendedorismo. Isto está fundido na cabeça das famílias, que preferem ver o filho entrar em uma empresa, saindo dela aposentado depois de 30 anos. Uma legião de funcionários acomodados, medrosos, que possuem boas idéias, mas não tem apoio nem mesmo da própria família para buscar a satisfação com seu próprio negócio. A provável prosperidade morre no primeiro, “não vai dar certo, não seja louco”. O apoio também não acontece nas universidades. Por outro lado, nosso país tem muito a crescer, pois esta nova geração já nasce conectada, com um acesso maior a informação. O público da web pode ser considerado mais qualificado, quando se comparado ao que não a utiliza. Um maior acesso a estas tecnologias pode homogeneizar o povo brasileiro, oferecendo maiores oportunidades ao atingir mais pessoas.

Curiosidade

Curiosidade

Falta de dinheiro e fracassos iniciais não são desculpas. Procurem ler a biografia do homem mais rico do Brasil, o bilionário Eike Batista, que começou comprando pedras preciosas em pequenas quantidades, com dinheiro emprestado e hoje possui negócios em diferentes áreas, um empreendedor nato. Outro exemplo é Silvio Santos, o grande comunicador, que fez fortuna vendendo inicialmente canetas, passando por propagandas de rádio, hoje dono de uma grande emissora de TV. Estes são estímulos, que agora somados a história da empresa Buscapé e seus fundadores, vem para acrescentar os exemplos de sucesso em nosso país, pessoas que transformam sua vocação em maneiras de ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Transformar informação em conhecimento, persistência, curiosidade, prazer em descobrir coisas novas, inovação e novos milionários surgirão.

Músicas ouvidas durante o postVivendo do Ócio – Terra Virar Mente; Oh, Não!; Meu Precioso; É Melhor Pensar Duas Vezes; Dilema; Fora, Mônica; Seja Como Quiser; Viés; Lado Ruim, Hey!Hey!; Caindo na Estrada; Rock Pub Baby; Lado Ruim PT II; Amor Em Fúria. Móveis Coloniais de Acaju – Perca Peso (A Terceira Metade do Meu Estresse); Seria o Rolex (Ego e Latrina); Aluga-se-vende (Sujeito a Mudança); Copacabana (Devaneios de Um Cubano Cubista); Menina-moça (A Receita Que Ofélia Não Ensinou); Menina-moça (A Receita Que Ofélia Não Ensinou); Esquilo Não Samba (O Triste e Recorrente Medo); E agora, Gregório (Metamorfossa); Swing hum e meio (O Homem, a Verdade e a Castanha); Do Mesmo Ar (Pra não Dizer que Não Somos Melosos); Sadô-masô (A Vida é Tão Fácil Para Quem Não a Vive); Receio do Remorso (Remorso do Receio). (Destaque para todas).


Saber é Poder

Já se perguntou por que os carros desvalorizam após algum tempo de uso? Ou por que os bancos não baixam as taxas de juros mesmo com a grande demanda de empréstimos?

Fenômenos como estes são estudados através de uma teoria lançada por 3 ganhadores do prêmio Nobel de Economia, George Akerlof, Joseph Stiglitz e Michael Spence. É a Teoria dos Mercados de Informação Assimétrica, que foi desenvolvida lá nos anos 70. Segundo ela, no mercado cada agente possui um nível diferenciado de informação. Diretores são mais informados que acionistas sobre a lucratividade da empresa; Os vendedores conhecem melhor que os clientes a qualidade dos produtos; Por outro lado, os clientes sabem mais sobre o seu risco de acidente que as seguradoras.

Assimetria de informação está no nosso dia a dia, é parte de nossas vidas

O termo “informação assimétrica” é bastante usado pelas empresas de seguro, bem como no mercado financeiro, provocando verdadeiras revoluções nestas áreas. Para simplificar, a assimetria de informação acontece quando um dos agentes numa dada transação dispõe de informação (importante) que o outro não possui, ou até mesmo, quando um dos agentes não consegue antever as ações do outro. Assim, cria-se uma desvantagem para um dos lados.

Saber é Poder

Saber é Poder

Este cenário é considerado comum na economia, e também na sua vida. Atire a primeira pedra quem sabe tudo sobre tudo.

Exemplo: A venda de carros usados é uma informação imperfeita. Os carros podem possuir defeitos escondidos, alguns estão em piores condições que outros. Leva-se  também em consideração que somente vende quem tem o pior carro, e a um determinado nível de preços. Já os carros em melhores condições, logo são retirados do mercado (vendidos mais rapidamente). O comprador já vai para a negociação disposto a pagar um preço mais baixo pela mercadoria, já que quem tem um carro em bom estado, não quer vender, pois receberá pouco. Assim, restam no mercado os produtos de baixa qualidade, o que eleva a desconfiança dos consumidores. Isto responde a questão inicial, do por que de tamanha desvalorização após certo tempo.

O vendedor tem mais informação do que os compradores, ou seja, existe informação assimétrica entre vendedores e compradores.

Os compradores precisam de algumas sinalizações que indicam qualidade do produto (neste caso o carro) que está sendo ofertado. São ações para garantir a qualidade, como por exemplo o aumento da garantia, gasto maior com showroom (uma loja mais imponente) mostrando que os vendedores não pretendem desaparecer do mapa. A baixa kilometragem. O carro ser de um único dono. A procedência com todo o histórico do bem. O preço mais alto também pode sinalizar que a qualidade é mais alta. Todas estas formas de sinalização, servem para dar mais credibilidade ao produto ofertado.

Vende-se carro semi novo, baixa kilometragem, excelente estado de conservação

Vende-se carro semi novo, baixa kilometragem, econômico, único dono, com procedência, em excelente estado de conservação. Tratar no Ferro Velho.

Risco Moral

Este é um termo que vem do mercado de seguros. É uma forma de evitar a ocorrência (sinistro) para a qual o segurado tinha o seguro. Exemplo: Se o seguro fosse maior que 100% do valor da perda (do valor do bem), o assegurado poderia forçar a perda, o que seria considerado “imoral”. Este “risco moral”, refere-se a mudança de comportamento do segurado em função de não ter que comportar o custo total do atendimento. Exemplo, antes de fazer o seguro, a pessoa tinha uma postura cautelosa como condutor, afim de evitar acidentes e danos ao seu patrimônio (seu carro). Mas após assinar o seguro, o comportamento deste mesmo condutor muda de tal modo que, a probabilidade do resultado não favorável (sinistro) aumenta consideravelmente. Assim, a assimetria de informação também afeta o mercado de seguros, pois as companhias não conhecem a real situação de risco dos clientes (clientes duas caras, chame como quiser). Justamente por isto, as seguradoras desenvolveram incentivos para que os clientes revelem seu risco. Esta portanto, é uma forma de separar os bons clientes dos maus clientes.

Separar a clara da gema

Separar a clara da gema

No campo dos empréstimos bancários, quem geralmente pede dinheiro emprestado não consegue quitar sua dívida. Já quem pode pagar, está em condições financeiras melhores e por isto, não precisa de empréstimos. O mercado assim é composto por pessoas que não conseguem pagar pelos empréstimos. Com a inadimplência destes clientes, os juros aumentam, afastando potenciais clientes dos bancos e favorecendo a proliferação de agiotas. Para reduzir as perdas com os maus pagadores, as instituições bancárias preferem reduzir o volume de empréstimos a aumentar a taxa de juros.

O mesmo ocorre no mercado de seguros de saúde, onde as taxas são altíssimas e quem tem boa saúde não costuma ter plano de saúde. Os clientes das seguradoras são pessoas mais propensas a doenças (utilizar o seguro), o que reduz seu lucro.

Este ciclo que poderia levar ao colapso da economia, com prejuízos pessoais e falências generalizadas, faz com que as empresas e as pessoas usem os artifícios ditos acima, conduzindo para o aperfeiçoamento dos contratos, como forma de escapar à assimetria de informação.

Músicas ouvidas durante o postMarvin Gaye – Sexual Healing; Let´s Get It On; Please Stay (Once Your Away); If I Should Die Tonight; Keep Gettin’ It On; Come Get To This; Distant Lover; You Sure Love To Ball; Just To Keep You Satisfied; Song #3; My Love Is Growing; Cakes; Symphony; I’d Give My Life For You; I Love You Secretly; You Are The Man.  (Destaque para todas).


A História das Coisas

Já se perguntou de onde vem todas as coisas que compramos, e pra onde elas vão?

Vamos refletir…


Prós e Contras da Fusão Sadia-Perdigão

A formação de megacorporações é ou não benéfica ao consumidor e ao mercado?

Esta é uma questão controversa. É uma discussão que permite saber como a sociedade reage a processos que não tem um controle completo.

É meus amigos, muito prazer, sou a globalização.

É meus amigos, muito prazer, sou a globalização.

Aqui no Brasil, já vivenciamos a criação da AmBev, a fusão de Kolynos e Colgate, Nestlé e Garoto e em maio de 2009 a fusão entre Perdigão e Sadia, resultando na Brasil Foods. Podemos analisar esta questão por diversos ângulos:

Do ângulo da empresa, muitas destas antes em crise e a beira da falência, a fusão passa a ser a melhor alternativa de sobrevivência num ambiente concorrencial. Estas se fortalecem, melhoram sua rentabilidade e se tornam mais competitivas para brigar com as corporações internacionais (a internacionalização é demonstrada no nome Brasil Foods, escolhido para designar a fusão entre Perdigão-Sadia). Existe a possibilidade de se diminuírem os custos com publicidade, distribuição e logística. Além de um maior investimento em pesquisa, maiores inovações, modernização, tornando o ramo de atuação da empresa mais dinâmico. Porém estes gastos com desenvolvimento do produto, muitas vezes não chegam ao consumidor, não impactando no preço final (os preços ao invés de caírem, podem até aumentar). Com isto, o faturamento destas megacorporações pode dobrar depois de alguns anos, como ocorreu com a fusão de Nestlé-Garoto. Com este aumento de preços, a participação no mercado que no início da fusão era quase que um monopólio, ao longo dos anos tende a diminuir consideravelmente (o consumidor não é totalmente burro), um exemplo é Kolynos-Colgate, que perdeu 14% do mercado em 8 anos.

Do ângulo do governo, e ai incluí-se a questão da economia do país, o número de empregos oferecidos por estas megacorporações além de se manter pode também aumentar, mais que dobrar em alguns casos, como da fusão entre Brahma-Antártica. É excelente para o país, pois este trabalhador estará recebendo salário e consumindo em diversos setores, movimentando a economia como um todo. Com a internacionalização da empresa, existe inclusive a abertura do mercado de trabalho para o brasileiro em outros países. Esta mesma internacionalização faz com que além do nome da empresa, o nome do Brasil seja levado ao exterior. Passamos a ser o país do futebol, do samba e de empresas lucrativas e competitivas. Com a fusão de empresas nacionais, afastamos o risco do capital estrangeiro adentrar em nosso país, ocasionando evasão de divisas. A arrecadação de impostos também aumenta, chegando a quadruplicar como ocorreu com a fusão entre Nestlé-Garoto e Brahma-Antártica. Estes impostos como todos nós sabemos, são revertidos para o nosso bem estar bem estar dos políticos.

Tem que rir pra não chorar.

Tem que rir pra não chorar.

Do ângulo do consumidor, a realidade é outra. Estas fusões significam a união de antigos rivais. É uma empresa a menos no mercado, diminuindo nossa liberdade de escolha. Este aumento de domínio do mercado, trás efeitos negativos para os consumidores e para os concorrentes menores. Antes, duas grandes empresas brigavam para oferecer o melhor produto, com o preço mais baixo para você. Mas agora estas empresas se uniram. Não existe mais a guerra para atrair consumidores, roubar consumidores da concorrência. O preço pode inclusive aumentar, já que não existirá mais a concorrente para forçar a queda nos preços muitas vezes abusivos. Sem contar a pressão realizada por estas megacorporações a fornecedores e ao seu Zé da mercearia, para evitar o aumento da concorrência.

 

aol-time-warnerAbro aqui um parêntese, pois existe também o outro lado da moeda, as fusões que não vingaram. Um exemplo que não deu certo foi a fusão das gigantes Time Warner e AOL em 2001, considerado um dos maiores da história, envolvendo US$ 124 bilhões. Recentemente, o negócio acabou sendo desfeito, pois nunca consumou a expectativa sobre sua viabilidade. É uma ironia, mas o que muitas megacorporações conseguiriam/melhoraram com a fusão, estas passarão a buscar a partir de agora seguindo com suas próprias pernas, separadas. O desmembramento vai oferecer às duas empresas uma maior flexibilidade estratégica e operacional.

Pois bem. Avaliando estes três ângulos (empresa, governo e consumidor), percebe-se que os maiores interessados e privilegiados são as próprias empresas e o governo. Para nós consumidores, resta esperar o julgamento dos órgãos que analisam estes casos de concorrência e abuso de poder econômico e nos representam. Um deles é o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), que deve fazer um trabalho técnico e resistente a pressões políticas, já que é natural, na economia da concorrência e dos mercados, que haja interesses políticos por trás destas fusões.

A resposta para a pergunta inicial está longe de merecer um consenso de empresas, economistas e órgãos de defesa do consumidor. O que se espera com a fusão e o surgimento destas megacorporações, como Brahma-Antártica, Kolynos-Colgate e mais recentemente Sadia-Perdigão é a modernização destas empresas brasileiras, tornando-as mais competitivas no mercado externo, o aumento na arrecadação de impostos, a manutenção dos postos de trabalho, a diversidade e principalmente a qualidade de produtos, aliada a eficiência dos serviços prestados. Mas para nós consumidores, isso de nada adianta, se os preços praticados por estas megacorporações não sejam acessíveis e justos.

 

Fontes: The Economist, Kolynos Brasil, Nestlé, AmBev, ACNielsen.

 

Músicas ouvidas durante o postThe Divine Comedy – Something For The Weekend; Becoming More Like Alfie; Middle Class Heroes; In & Out of Paris & London; Charge; Songs of Love; Frog Princess; A Woman of The World; Through a Long & Sleepless Night; Casanova; The Dogs and Horses; Timestretched; Bad Ambassador; Perfect Love Song; Note to Self; Lost Property; Eye of The Needle; Love What You Do; Dumb It Down; Mastermind; Regeneration; The Beauty Regime; There is a Light That Never Goes Out (The Smiths cover).  (Destaque para todas).


O Que o Governo Faz Com Nosso Dinheiro?

Como Disse Al Capone: “Não entendo como alguns escolhem o crime, quando há tantas maneiras legais de ser desonesto”.

Como bem disse o jornalista, o povo é estúpido e não reage. Se o dinheiro arrecadado com impostos fosse melhor empregado, não precisaríamos pagar plano de saúde, as ruas teriam mais segurança, as estradas seriam menos esburacadas, as escolas públicas teriam mais qualidade, dentre outras coisas.

Segundo o IBPT – Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, em 2008 os tributos arrecadados pelo Governo passaram de R$ 1.000.000.000 (quantos zeros, mas é isso mesmo R$ 1 trilhão), valor que representa quase 40% do PIB brasileiro no mesmo período. Pra você ter uma idéia do montante arrecadado, se esse valor fosse dividido entre a população brasileira, era como se cada indivíduo desembolsasse mais de R$ 5 mil somente em tributos, o que dá quase R$ 15 por dia. Ou seja, é o dinheiro que você poderia usar para usufruto próprio, indo ao cinema, teatro, restaurantes, comprando um CD, um livro. Isso se você quiser gastá-lo no mesmo dia, porque economizando o valor total, você também poderia fazer uma viagem internacional no final ano, como fazem os políticos.

A diferença é que o dinheiro é seu. 

Mas já que temos que pagar estes impostos, que estes sejam empregados de maneira produtiva e para o bem estar da população brasileira. O contribuínte, ou seja, eu, você, todos nós pagamos metade do valor de um carro em impostos. O mesmo vale para a água mineral, que é necessária para nossa sobrevivência. E quem sofre mais com os impostos? Justamente a população com menor poder aquisitivo. Que tem o dinheiro contado para abastecer a geladeira em casa.

A carga tributária no Brasil é bastante elevada considerando os padrões internacionais, e só vem aumentando ao longo dos anos. O que ganhamos com isto? A corrupção impera em nosso país. Usam nosso dinheiro para viagens particulares, festas, compra de castelos, mansões, carros, muito luxo e outras mordomias. Sabe qual o nosso problema? Ficamos aplaudindo o que foi dito no vídeo, e depois esquecemos. É preciso fiscalização da população, principalmente com aqueles políticos que ganharam seu voto na última eleição. Escolher bem em quem votar. Ficar de olho. Todos nós devemos ser como o jornalista Luis Carlos Prates, que falou em nome de todos os brasileiros.

Para os políticos o luxo. Para o povo o lixo?

 

Músicas ouvidas durante o postTim Maia – Reu Confesso; Gostava Tanto de Você; Primavera (Vai Chuva); Azul da Cor do Mar; Baby (ao vivo); Do Leme ao Pontal (ao vivo); Um Dia de Domingo (ao vivo); Gostava Tanto de Você (ao vivo).  (Destaque para todas).


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