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A Probabilidade do Improvável

Economia é o único campo onde duas pessoas podem ganhar o prêmio Nobel, dizendo coisas completamente opostas.

Pode ser piada, mas é realidade. O economista age no 50%, ou seja, as declarações, previsões, tem metade das chances de realmente ocorrer, ou não. A verdade é que praticamente todos seguem a mesma corrente, tendo um comportamento idêntico, repetitivo, é uma plagiação absurda de idéias. No final perde-se toda a essência de onde se partiu a idéia inicial, tornando as previsões e diagnósticos pouco divergentes. Economista considerado bom, é aquele que erra menos do que acerta. Não existe o 100% de acerto.

Na atual crise financeira por exemplo, parece que todos perderam com ela. Somente são noticiados casos de bancos centenários que foram a falência, empresas com demissões em massa e trabalhadores que perderam seus empregos. Mesmo aqueles que eram pagos para analisar o mercado, e proferir previsões “nostradâmicas” sobre o futuro da economia, erraram. Todos então devem estar se perguntando, onde estavam todos estes incolumes especialistas, analistas, os “sabe tudo” que falam com uma arrogância tremenda, recebendo fortunas para aumentar o lucro dos acionistas das grandes corporações, ou proferindo entrevistas em TV´s e jornais, orientando a população que não entende nada de mercado financeiro?

 

Seria melhor consultar uma bola de cristal

Seria melhor consultar uma bola de cristal

 

Papai Noel não existe. Almoço grátis não existe. Crises eternas também não existem. A crise de 1930, ou a Segunda Guerra Mundial provam muito bem esta tese. Depois da miséria vem a bonança, mas depois da bonança vem a miséria novamente e o ciclo sem mantém ao longo dos anos. Perdemos de um lado, ganhamos de outro. Uns perdem mais, outros tem mais motivos para sorrir, quem pode mais chora menos.

Lucro passado, condições favoráveis no passado, não significam lucros futuros, condições favoráveis no futuro. Da mesma forma que não existem previsões infalíveis. Da mesma forma também se a avaliação for superficial, se a análise ocorrer somente com o previsível, podemos ser pegos de surpresa, por mais improvável que possa parecer, e não estaremos assim preparados para o que pode ocorrer. Se alguma coisa pode dar errado, isso acontecerá no momento mais inoportuno. Os especialistas já deveriam conhecer a tão famosa lei de Murphy, tendo precaução e sendo pró-ativos.

 

Não tem como fugir. A lei de Murphy te pega

Não tem como fugir. A lei de Murphy te pega

 

Se você quer um diagnóstico mais preciso com relação a uma enfermidade, sugiro consultar mais de um médico. Na economia isto também é válido. Pois o que está em nossas vistas, o aparente, de fácil visualização, pode induzir ao erro. É preciso um melhor acompanhamento da conjuntura econômica, com análises mais profundas, para que as previsões sejam calcadas em argumentos mais sólidos. O debate com opiniões diversas e bagagem de conhecimento além de válido, é extremamente necessário. Deve haver a troca de idéias, e principalmente coragem para nadar contra a corrente, pois já dizia Lippman: “Quando todos pensam igual, ninguém está pensando”. 

 

 

Músicas ouvidas durante o postMorrissey – Everyday is Like Sunday; Haidresser on Fire; Irish Blood English Heart; Jack The Ripper; Suedehead; You´re The One For Me; Certain People I Know;  Bigmouth Strikes Again; First Of The Gang To Die; Let Me Kiss You; There is a Light That Never Goes Out; The More You Ignore Me, The Closer I Get; Alma Matters; Redondo Beach; All You Need is Me; The Last of The Famous International Playboys; I´m Throwing My Arms Around Paris; Boxers; Interesting Drug; Sunny; We Hate It When Our Friends Become Successful; America is Not The World; Half a Person. (Destaque para todas).

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Plágio

De acordo com o dicionário Houaiss, plagiar significa apresentar como da própria autoria uma obra seja ela artística, científica, ou de qualquer natureza que pertence a outrem. Fazer imitação de trabalho alheio. O espertinho plagiador acaba se apoderando de idéias que já foram colocadas em prática por terceiros, gozando de todo o crédito pela obra.

Pensei em escrever este post, pois no momento estou lendo “O Manual do Guerreiro da Luz” do grande Paulo Coelho.

paulo-coelho

Digo grande pois realmente sou fã de seus romances, é uma leitura gostosa, que prende a atenção até o final. Apesar de estar apenas nas primeiras páginas, pude notar que o conteúdo do livro tem muita semelhança com outro livro que ja li, chamado “O Príncipe” do historiador italiano e filósofo político Nicolau Maquiavel. Sendo taxado de revolucionário na época (1513), por possuir conteúdo polêmico, trata-se também de um “manual” como a obra de Paulo Coelho se intitula. Ambas trazem conselhos estratégicos para líderes e guerreiros. Maquiavel trouxe através de seus textos, um novo modo de pensar e refletir. Seus ensinamentos são amplamente utilizados por pessoas que querem falar bonito influentes, como políticos, governantes, líderes, empresários e em escolas e universidades pelo mundo. Paulo Coelho é um dos escritores mais lidos atualmente, tendo suas obras traduzidas em diversos idiomas.

 principe

Certamente Paulo Coelho se inspirou em Maquiavel para escrever seu livro. E isto não é uma atitude falha. Diariamente somos influenciados pela informação que nos cerca. Para um escritor é interessante que este saiba escrever com maestria, para isto a leitura de várias obras se torna imprescindível. Para um músico o processo é semelhante, é preciso uma fonte de inspiração. Esta muitas vezes vem de obras não tão conhecidas do público, para não “dar na cara” que é algo plagiado, copiado, inspirado ou o que quer que seja.

Indo para o campo da música, posso citar a banda de hardcore Garage Fuzz. Esta tem um som diferenciado das demais bandas do gênero. Em diversas entrevistas sitam como inspiração: Late Government Issue, Voivod, Husker Du, Samiam, The Saints, Celibate Rifles, China Drum, Captain Beyond, The Remains… Destas somente conheço o Samiam (bom pra caralho tem um excelente som).

Ficou famoso recentemente o caso envolvendo o Coldplay e o Guitarrista Joe Satriani. Justamente na única música que presta música de maior sucesso do último album Vila la Vida!(2008). Pesquisando mais um pouco encontrei outro caso, envolvendo desta vez o 311 com a introdução de “Long For The Flowers” do magnífico álbum Don´t Tread On Me (2006). Veja ouça e tire suas conclusões. 

Fica a pergunta no ar. Plágio, ou somente inspiração?

Certo é que, agora, em algum lugar do mundo, alguém está escrevendo, lendo uma frase, ouvindo uma música que pertenceu a outro. No início de todo o processo, este outro foi o começo da história.

 

Músicas ouvidas durante o post: Galaxie 500 – Blue Thunder; Tell Me; Snowstorm; When Will You Come Home; Decomposing Trees; Another Day; Leave The Planet; Plastic Bird; Isn’t It A Pity; Victory Garden; Ceremony; Cold Night; Submission; Final Day; When Will You Come Home; Moonshot (destaque); Flowers; Blue Thunder; Decomposing Trees; Don’t Let Our Youth Go To Waste; Flowers; Pictures; Parking Lot; Don’t Let Our Youth Go To Waste; Temperature’s Rising; Oblivious (destaque); It’s Getting Late; Instrumental; Tugboat; King Of Spain; Cheese & Onions(destaque).


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