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A Importância de um Mentor

Sempre achei a sinuca um jogo muito bonito e técnico. Trata-se de um esporte ao mesmo tempo acessível e marginalizado, justamente porque o material para a prática encontra-se em qualquer botequinho de esquina, onde bêbados cruzam seus braços sobre o balcão a espera da próxima cerveja.

Eu costumava jogar quando era mais jovem, mas depois que os compromissos da vida corporativa prevaleceram, passei somente a acompanhar a distância.

Um belo dia, um amigo de um amigo que era exímio jogador, me sugeriu colocar uma mesa em casa. Estava construindo uma área de lazer, e ele, me conseguiu uma mesa usada em excelente estado, que comprei e deixei guardada no depósito, esquecida, por um ano.

Quando a obra ficou pronta, montei a mesa, comprei as bolas e os tacos e comecei a jogar um pouco. Nem preciso dizer que este excelente jogador era quem vencia as partidas. Os efeitos, as jogadas mais técnicas e a diversão de ter amigos em casa, faziam com que minha vaidade ficasse de lado.

Praticamente um Rui Chapéu

Em 2008, tive a oportunidade de duelar com um senhor de uns setenta anos, que havia ganhado vários torneios quando mais jovem. Este prontamente me perguntou que mesa eu havia comprado, que bolas, tacos e que regras eu gostaria de jogar. Então pediu para que eu iniciasse a partida. Humilhação a vista! Lá ia eu perder para o velhinho.

Dei a saída, de forma que as bolas não se espalharam. Ele pacientemente colocou-as novamente no lugar e me disse: “Meu jovem. Quando der a primeira tacada, jogue a bola azul para a esquerda e posicione a branca para a direita”. Dei a tacada novamente e fiz como ele mandou. Começamos a jogar. Na verdade eu jogava, e ele observava.

Com seu olhar clínico, em pouco tempo notou quais eram meus erros de posicionamento, e começou a corrigi-los. Parecia magia. Com apenas algumas dicas, notei que as tacadas melhoraram muito. Tanto que em uma jogada específica, errei a bola e ele me disse: “Jovenzinho. Independente quem seja seu professor, quem esteja te ensinando, uma coisa não dá para aceitar. Você pode errar a jogada e o efeito! A bola jamais! Jamais!! Assim, como num jogo de xadrez, pense sua jogada antecipadamente, tenha calma e posicionamento”.

Seguindo suas recomendações, não errei mais a bola. E, a medida que íamos jogando, ele fazia suas observações. Fiz então uma analogia entre aquele simples jogo de sinuca e a vida corporativa.

Como seria benéfico se tivéssemos a supervisão de alguém mais experiente em nosso ambiente profissional, seja ele qual for. Alguém que tivesse bagagem, tendo passado por diversas etapas, enfrentado muitos “perrengues”, “engolido muitos sapos”, obtido muitas vitórias, alcançado muitos resultados, e que, ao mesmo tempo fosse acessível, não abrindo mão da humildade e honestidade com suas colocações.

Nossa performance seria consideravelmente melhorada, se um mentor nos ajudasse a encontrar e superar nossos pontos fracos. Com pequenos ajustes e sugerindo maneiras de superá-los, abriria novas perspectivas para nosso desenvolvimento.

O mentor nos mostra qual o caminho a percorrer.

Sei que posso melhorar muito meu jogo, tanto no campo esportivo, quanto no profissional. E você? Tem um mentor na sua vida corporativa ou vai correr o risco de ir para a caçapa?

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Uma Idéia Na Cabeça E Muito Dinheiro No Bolso

Mas não aconteceu do dia pra noite. Sorte? Persistência? A pessoa certa no lugar certo? É uma união de coisas que, junto a identificação de um nicho de mercado, fizeram com que uma idéia para resolver um assunto pessoal, se transformasse em uma empresa milionária.

Mapa do Tesouro da Internet

Mapa do Tesouro da Internet

O site Buscapé foi vendido aos Sul-Africanos do Naspers em um negócio que envolveu US$ 342 milhões. Só não direi que a empresa partiu do zero para este valor atual em apenas 10 anos, pois inicialmente os sócios economizavam R$ 100 por mês de seus salários de estágio, investindo numa ferramenta de internet para comparar preços de produtos vendidos nas lojas, tudo para adquirir uma impressora. Não tinham o intuito de ficar milionários, muito menos viajar pelo mundo de férias por alguns anos. Queriam apenas resolver um assunto pessoal, facilitar um processo de busca, quando se descobriu que ninguém havia pensado nisso até então.

No tempo das cavernas a propaganda era feita de boca a boca, talvez com o uso de fumaça. Com o rádio, a divulgação passou a ser mais difundida, e logo em seguida a TV fez com que o marketing criasse novos desejos de consumo. A grande questão sempre foi atingir um maior número de pessoas, seja qual fosse o segmento. A poucas décadas atrás surgiu uma ferramenta que cumpre bem esse papel, de forma praticamente instantânea. A internet. Com ela novas idéias apareceram, novas maneiras de facilitar nossas vidas, mundando hábitos, criando novos desejos, novas formas de divulgação. E quem identificou as necessidades antes, criando formas simples e eficientes para se atingir o público, quem entendeu como a internet deve se incluir no marketing e comunicação, se tornou milionário.

Romero Rodrigues Presidente do Buscapé

Romero Rodrigues Presidente do Buscapé

Mas de onde vem grande parte da receita do site? Ao fazer uma busca de preços no Buscapé, se o consumidor clica sobre determinado produto cadastrado, o lojista detentor deste paga pelo clique ao Buscapé, mesmo que a venda não seja concluída. O site hoje está em diversos países, captando e fazendo comparações de preços de diversas lojas virtuais, é um negócio milionário, e eu nunca cliquei no seu endereço eletrônico para pesquisar ou comprar o que quer que fosse. Confesso que a primeira vez foi essa semana, quando da divulgação de sua venda ao Naspers. Se é uma empresa de sucesso, alguém está clicando. Seja aqui no Brasil, seja na África.

Penso que da mesma forma que empresas de internet existem e fazem novos ricos pelo mundo, sem mesmo você ter participação ou conhecimento, muitas novas formas de enriquecer com a rede de computadores podem ser identificadas. Alguns dados divulgados pelo IBGE contribuem para acreditar nisto. No Brasil em cada 10 domicílios, 3 possuem PC, são 18 milhões de computadores para 191 milhões de brasileiros, e destes apenas 14 milhões estão conectados a internet. Ou seja, são 31,2% de domicílios brasileiros com computador, sendo que destes, somente 24% possuem acesso a internet. Outros dados interessantes mostram a grandeza do nosso país, sua concentração e desigualdades. Destes 14 milhões de PC´s no Brasil, 10 milhões estão localizados na região sudeste. O telefone, que é uma invenção de 1875, seja na forma residencial ou celular, ocupa pouco mais de 80% das casas brasileiras. Isto mostra o potencial de crescimento, identificação de novos nichos, de surgimento de novas idéias, que a internet nos reserva.

O Brasil é um país que não incentiva o surgimento de novas empresas. Não oferece condições para o desenvolvimento do empreendedorismo. Isto está fundido na cabeça das famílias, que preferem ver o filho entrar em uma empresa, saindo dela aposentado depois de 30 anos. Uma legião de funcionários acomodados, medrosos, que possuem boas idéias, mas não tem apoio nem mesmo da própria família para buscar a satisfação com seu próprio negócio. A provável prosperidade morre no primeiro, “não vai dar certo, não seja louco”. O apoio também não acontece nas universidades. Por outro lado, nosso país tem muito a crescer, pois esta nova geração já nasce conectada, com um acesso maior a informação. O público da web pode ser considerado mais qualificado, quando se comparado ao que não a utiliza. Um maior acesso a estas tecnologias pode homogeneizar o povo brasileiro, oferecendo maiores oportunidades ao atingir mais pessoas.

Curiosidade

Curiosidade

Falta de dinheiro e fracassos iniciais não são desculpas. Procurem ler a biografia do homem mais rico do Brasil, o bilionário Eike Batista, que começou comprando pedras preciosas em pequenas quantidades, com dinheiro emprestado e hoje possui negócios em diferentes áreas, um empreendedor nato. Outro exemplo é Silvio Santos, o grande comunicador, que fez fortuna vendendo inicialmente canetas, passando por propagandas de rádio, hoje dono de uma grande emissora de TV. Estes são estímulos, que agora somados a história da empresa Buscapé e seus fundadores, vem para acrescentar os exemplos de sucesso em nosso país, pessoas que transformam sua vocação em maneiras de ganhar dinheiro, muito dinheiro.

Transformar informação em conhecimento, persistência, curiosidade, prazer em descobrir coisas novas, inovação e novos milionários surgirão.

Músicas ouvidas durante o postVivendo do Ócio – Terra Virar Mente; Oh, Não!; Meu Precioso; É Melhor Pensar Duas Vezes; Dilema; Fora, Mônica; Seja Como Quiser; Viés; Lado Ruim, Hey!Hey!; Caindo na Estrada; Rock Pub Baby; Lado Ruim PT II; Amor Em Fúria. Móveis Coloniais de Acaju – Perca Peso (A Terceira Metade do Meu Estresse); Seria o Rolex (Ego e Latrina); Aluga-se-vende (Sujeito a Mudança); Copacabana (Devaneios de Um Cubano Cubista); Menina-moça (A Receita Que Ofélia Não Ensinou); Menina-moça (A Receita Que Ofélia Não Ensinou); Esquilo Não Samba (O Triste e Recorrente Medo); E agora, Gregório (Metamorfossa); Swing hum e meio (O Homem, a Verdade e a Castanha); Do Mesmo Ar (Pra não Dizer que Não Somos Melosos); Sadô-masô (A Vida é Tão Fácil Para Quem Não a Vive); Receio do Remorso (Remorso do Receio). (Destaque para todas).


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